sábado, 27 de dezembro de 2008

MAS QUE MUNDO COMPLEXO!


Nesta longa estrada da rima não pago pedágio ao canto
Faço da vida uma coroa e da simplicidade um manto
Até me espanto quando a humildade é deixada em último plano
Todos nós erramos, mas mascarar o perverso não é um engano
Talvez maldade, falta de confiança, sei lá
Visualizar tudo isso, abaixar a cabeça não dá
Feito um dragão lançando chama meu som vai queimando a cidade
Nem CO2 apagará o que é de verdade
Variedade no verso e uma mente pensante
Muita calma no asfalto, nesta metrópole estressante
Amante do positivo ergue a face e prossegue a caminhada
Seja em terra roxa ou na capital cimentado



Neste mundo confuso está tudo muito complexo
Tem história farsante e linguajar totalmente sem nexo
Reflexo duma sociedade cuja correria não pára
Observe esta vida como obra mais que rara



Na capital cimentada nem tudo é concreto
A subjetividade do homem deixa o mundo incerto
Incerteza que bate na cuca e interroga o íntimo
Lembrando que pra conquistar a vitória só não basta ser lídimo
Legitimo, autenticando meu garrancho ao papel
Gostaria que meu povo ao invés do zangão usufruísse do mel
Adocicado feito as palavras de Manuel Bandeira um exemplo real
Poesia moderna transformando a mente e a moral
Nada igual ou comparado com as letras que procuram jorrar sangue
Quem quiser viver no vermelho faça um bang-bang no mangue
Pra alcançar um ideal como Dona Yvone piso neste chão de vagarinho
Enquanto a caneta tracejar, espalhando carinho, vou seguindo meu caminho



Neste mundo confuso está tudo muito complexo
Tem história farsante e linguajar totalmente sem nexo
Reflexo duma sociedade cuja correria não pára
Observe esta vida como obra mais que rara



CHELLMÍ * 23.05.2008

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